Imagem 1: Acompanhamento médico em ambiente de telepresença holográfica; simulação de atendimento médico remoto.
A tecnologia começou a ser desenvolvida em 2012, em parceria entre a Faculdade de Medicina, a Escola de Engenharia da UFF e a Marinha do Brasil, permitindo a realização de consultas médicas remotas com efeito tridimensional em tempo real — um avanço significativo no campo da telemedicina. “Com uma tecnologia de baixo custo, conseguimos imagens 3D de alta qualidade capaz de possibilitar diagnósticos até de lesões dermatológicas e oftalmológicas” – afirmou Yolanda.

Imagem 2: Demonstração do sistema holográfico da UFF.
O projeto foi implementado inicialmente na região amazônica, onde uma equipe de pesquisadores realizou a instalação do sistema e conduziu os primeiros atendimentos no âmbito do “Amazônia-HUAP”. A iniciativa conectava pacientes em áreas remotas ao Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói, viabilizando diagnósticos à distância com maior precisão na percepção espacial. Uma prova de conceito foi realizada na cidade de São Paulo antes da realização do projeto e, esta, validou a eficácia da tecnologia, comprovando sua aplicabilidade clínica.
O sistema se destacou como uma solução inovadora na telemedicina, especialmente por possibilitar interações mais imersivas entre médicos e paciente em comparação às videochamadas tradicionais. A professora e pesquisadora Yolanda Boechat afirmou que: “anteriormente a este projeto, não haviam registros de iniciativas de telessaúde holográfica on-line e on time de rotina para assistência em saúde, com este baixo custo de tecnologia”, o que levou a recente conquista da patente.

Imagem 3: Carta patente emitida pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) reconhecendo a tecnologia de telessaúde holográfica desenvolvida pela UFF.
Como desdobramento direto desse projeto, o Hospital Universitário Antônio Pedro conta com uma sala permanente dedicada à tecnologia holográfica. O espaço integra médicos, estudantes da Faculdade de Medicina da UFF e pacientes — especialmente aqueles com mobilidade reduzida — ampliando o acesso ao atendimento e fortalecendo a formação médica com o uso de tecnologias inovadoras.
Entre os benefícios, além de possíveis arrecadações decorrentes da concessão da carta patente, o projeto está alinhado às diretrizes do Ministério da Saúde, que, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, reconhece a saúde digital como uma das principais estratégias para enfrentar desafios emergentes da saúde pública, principalmente aqueles relacionados a desigualdades regionais, limitações de acesso e barreiras econômicas e fisiológicas. A patente, reconhece a relevância e o caráter pioneiro da solução desenvolvida pela UFF, e a participação da Faculdade de Medicina se destaca tanto na atuação da Profª. Yoalanda Boechat, na coordenação do projeto, quanto na aplicação prática da tecnologia no ambiente hospitalar universitário.
Nesse contexto, o projeto reafirma o compromisso da UFF com a inovação em saúde pública, aliando produção científica, tecnologia e formação médica de excelência.